
1.000m de natação, tão ansiosa que matei quase todas as viradas olímpicas + 5,7km de corrida, pelas ruas do Menino Deus, de maiô e tênis, só, me achando a tal - tá, eu não gostei de ver as gurias me ultrapassando na corrida, mas...
Bah, eu adorei. Foi domingo passado. Só congelei depois de terminar, porque saí zunindo pra ver a prova da elite. Por razões que a própria razão desconhece eu precisava ver a prova, torcer por alguém especial. Eu acho que inconscientemente eu tava agradecendo a 'ele' a oportunidade. Se não fosse ele, eu nunca teria me sentido tão bem correndo de maiô pelas ruas vazias de um domingo de inverno feio e friozinho.
Mostrei as fotos a algumas amigas. Uma delas me perguntou sobre eu estar em uma competição, cruzando pórtico de chegada com um numeral preso à cintura: "Como tudo isso começou, Loraine?". Eu apenas sorri, e não disse nada. Mas pensei: foi por amor.
Piegas? Ah, leitor, não enche. Vai ver se eu tô passando na esquina, correndo, só de maiô.
Não há a menor chance de 'ele' ler isso aqui. Covardia minha? Não. Na primeira oportunidade, quando eu sentir que ele vai entender, eu vou agradecer pessoalmente.
Mas o que eu queria mesmo é um dia fazer que nem o Santi fez com a Vanessa. E, depois de cruzar a linha de chegada, ofegante, pedir 'ele' em namoro no microfone do Manske. Ele ia achar o "ó". Por isso, ia ser engraçado. Uauaaauaauaauau.