09 setembro 2007

Fotos da festa aqui

Dos 50 anos, 12 eu vi um pouco mais de perto. Curti a festa me despedindo.
Dá um medinho, mas agora eu vou.
***
Nem sei como voltei pra casa. Só lembro de sentir frio no jeep.
Loraine, Loraine, Loraine... Não faz mais isso, tá?
Tá.
Promete?
...
Promete?

01 setembro 2007

Nadei e corri



1.000m de natação, tão ansiosa que matei quase todas as viradas olímpicas + 5,7km de corrida, pelas ruas do Menino Deus, de maiô e tênis, só, me achando a tal - tá, eu não gostei de ver as gurias me ultrapassando na corrida, mas...

Bah, eu adorei. Foi domingo passado. Só congelei depois de terminar, porque saí zunindo pra ver a prova da elite. Por razões que a própria razão desconhece eu precisava ver a prova, torcer por alguém especial. Eu acho que inconscientemente eu tava agradecendo a 'ele' a oportunidade. Se não fosse ele, eu nunca teria me sentido tão bem correndo de maiô pelas ruas vazias de um domingo de inverno feio e friozinho.

Mostrei as fotos a algumas amigas. Uma delas me perguntou sobre eu estar em uma competição, cruzando pórtico de chegada com um numeral preso à cintura: "Como tudo isso começou, Loraine?". Eu apenas sorri, e não disse nada. Mas pensei: foi por amor.
Piegas? Ah, leitor, não enche. Vai ver se eu tô passando na esquina, correndo, só de maiô.

Não há a menor chance de 'ele' ler isso aqui. Covardia minha? Não. Na primeira oportunidade, quando eu sentir que ele vai entender, eu vou agradecer pessoalmente.
Mas o que eu queria mesmo é um dia fazer que nem o Santi fez com a Vanessa. E, depois de cruzar a linha de chegada, ofegante, pedir 'ele' em namoro no microfone do Manske. Ele ia achar o "ó". Por isso, ia ser engraçado. Uauaaauaauaauau.


Explicações e correção

Ok, eu ando muito displicente com as minhas coisas. Como esse bLOg querido, tão eu. Mas, tb, o sr-deus-supremo-do-universo-virtual-sir-Google não tem colaborado. É uma lenda pra entrar aqui, desde que caí na burrice de abrir conta Google pra sei-lá-o-que... Ele nunca aceita minha senha, tenho sempre de dizer que esqueci, mas eu não esqueci, só pra poder entrar de novo. É irritante você se perder em janelas que se redirecionam em círculo. Por outro lado, mostra que o Google não é perfeito.
Leu isso, big boss? Vc não é perfeito. Você não entende que eu sou eu. Enfim, ufa, vc é uma máquina burra. O mundo ainda não está perdido.
Eu tenho uma capacidade infinita de recriar senhas - e qto vc? -, mesmo tendo de dizer que a esqueci, quando na verdade eu não esqueci. A gente se adapta às regras.


Antes de prosseguir dando vida a este blog, me dei conta há um tempão q escrevi errado uma palavra no post "Um Jeito". Fiquei pensando as pessoas lendo ali ("as pessoas", como se eu tivesse muitos leitores) e dizendo: 'nossa, a loraine escreve errado'. Eu odeio escrever errado. Falar errado tb. Porque eu acho que sei escrever, e acho que sei falar, ainda que pouco. Então, quando a gente erra uma coisa que acha que sabe fazer bem, a gente fica assim, como eu fiquei, envergonhada. E braba.
Acontece que é justamente a palavra errada que me permitiu gozar, rir do meu post no comentário (sim, eu mesma me comentei). E o comentário ficou melhor do que o post! Então, como faço agora? Se corrigir a palavra, salvo o post, mas mato o melhor dele, o engraçadinho comentário.
Entre o português e o bom humor, eu fico com o bom humor, tá?
Deixa escrito errado. Vcs entenderam.

24 junho 2007

Pororoca

Assisti só agora à Pequena Miss Sunshine. Fazia tempo que não via um filme que a cenas em que tu te mata rindo são rigorosamente as mesmas em que tu te mata chorando. As mesmas. Sensações que existem como sendo antagônicas viram simultâneas. Uma pororoca.
Mas tem um erro nesse meu comentário, q vou corrigir. Pequena Miss Sunshine não é de matar de rir ou de matar de chorar. Mas fazer a correção não desmerece o filme, pelo contrário.
Quero dizer que Pequena Miss Sunshine não provoca a manifestação ostensiva das sensações ou sentimentos de quem o assiste. É tão sutil, tão simples, tão maravilhosamente despretensioso que tu ri e chora com consistência mas sem necessariamente uma explosão. Tu ri e chora como se estivesse olhando um retrato antigo seu ou de sua família, de uma situação que já passou, mas que marcou, portanto, viva. Aí, se chora e/ou se ri serenamente.
A emoção talvez tenha a ver com cumplicidade, a arma maior do cinema. No caso desse filme, somos todos cúmplices nessa percepção subliminar de que a vida é o que acontece enquanto estamos nos empurrando pra frente (empurrando a kombi, como no filme...) na busca de um objetivo, um sonho. Que a vida são os revezes e tb as soluções encontradas, e que o ponto de chegada depende dessa transformação que se dá no caminho.
E acho que é o que sentimos ao ver uma boa fotografia antiga. Tem nas mãos a recordação e, na consciência, o que aconteceu depois daquela cena. Tem nas mãos o que tu era e tu sabe o que se tornou. Aí, tu chora porque se dá conta que talvez não tenha sido bem essa a idéia inicial, mas também ri porque é benevolente com o que foi capaz de ser e pensa que, se voltasse no tempo, talvez não mudasse tanta coisa.
Enfim, é nessa hora q a pororoca é meio inevitável.


02 junho 2007

Um jeito

Bonita, inteligente, até engraçada, sabe ser envolvente, insinuante. Mas é triste. Uma tristeza nata, endêmica. Tem o olhar triste. Falta brilho. E não tem nada mais repelente do que a tristeza.

Bem juntinhas

Bem juntinhas
eu e a Búio