30 agosto 2008

Xilonen Jovelina

Tá, eu roubei lá do Rodrigo.
É que é divertido... ou pode ser.
Q cê acha? O que vale é a intenção...

Vai lá (aqui, ó) qdo estiver de bobeira descobrir que nome você teria se fosse filho(a) da Baby Consuelo e do Pepeu Gomes.

???!?!!!?!!

Afinal, o b ali do bLOg é de bobagem, né... Preciso justificar o nome deste blog.

Isso de passar adiante uma coisinha-engraçadinha-inutilzinha de Internet é o que chamam de Meme? Já ouvi falar disso vezes e vezes e nunca parei pra prestar atenção...

Meme. (acho que se lê com ênfase no primeiro "me". Assim: /même/)
Cada uma...

29 agosto 2008

Ao mestre, com carinho

Se você pudesse, o que mudaria em mim?

Vamos por partes, como diria Jack.

"Se" = conjunção condicional em que se expressa uma hipótese ou condição necessária para que se realize ou não a ação principal.

"você" = quem ser? preciso acertar para quem fazer essa pergunta. ah, "se" eu pudesse acertar...

"pudesse" = o sentido aqui é mais de probabilidade do que de permissão. Pressupõe que vc talvez não consiga. Ou seja, eu não mudo nada se eu mesma não quiser mudar. Uau, que clichezaço.

"o que" = quero uma lista de coisas... Ou não. Vai ver quero alguém me dizendo assim "não mudaria nada, vc tá ótima". Hmmm... Que bola nas costas... às vezes, um forte puxão de orelhas é um golpe e tanto mas elogios podem ser venenosos.

"mudaria" = o futuro do pretérito é tão melancólico, né? É confuso: dá futuro ao que já morreu ao mesmo tempo que mata o que viria.

"mim" = vc me conhece bem? Senão, não arrisque.

ih. não tomei meus remedinhos hoje.
ah. foda-se.


***

Da revista Vida Simples (fev/2008):

"Mestres ampliam nossos horizontes, nos estimulam a atingir nossos objetivos e são fontes inesgotáveis de orientação nas encruzilhadas da vida. Mas, cá entre nós, você sabe reconhecer um?"

"De poucas palavras, hábitos simples e vida rústica, Ignácio Campos Meirelles era a alma de Campo Formoso, cidade do sertão de Goiás. Único ferreiro do lugar lá pelos idos da década de 40, Ignácio tinha mãos de fada... (...). Para sua neta, uma menina de seis anos, ele era um rei (...) Com o avô, ela aprendeu a manejar a forja, fundir metais e moldar elos para fazer pulseirinhas (...) Com ele, a garota também aprendeu a ter coragem. Acompanhando os passos largos de Ignácio em suas andanças, era obrigada a atravessar pontilhões de estrada de ferro e olhar com coragem para o espaço vazio que ficava abaixo dos seus pés. Seu avô não era homem de olhar para trás pra ver se a menina o seguia ou não. 'Ele só dizia o que devia ser feito, como devia ser feito e pronto. O resto era comigo', se lembra ela, hoje com 72 anos."

***

Tá, então.
Diz o que deve ser feito, como deve ser feito e pronto. O resto é comigo.

É isso: eu só quero a clareza do seu Ignácio.

28 agosto 2008

Na posição

"Na posição" é uma recomendação na planilha de treinos. Aparece nas séries de natação, mas sei que vale para o ciclismo e a corrida. "Na posição" é, como direi... na posição. :)
Já tá dito. É fazer a série atenta à posição mais próxima possível da ideal, técnica. Não é fácil, principalmente quando se está cansado.
Lembrei de uma professora de pilates que eu tinha. Ela explicava o exercício, o movimento e, antes de começar, ela me dizia: 'te organiza'. Que significava isso: toma consciência de cada parte que é tua, de cada parte que tu vai usar, foca, concentra, procura tua respiração, por aí.
"Te organiza" é o mesmo que "na posição".
E eu gosto das duas recomendações. Porque são a base de tudo. É nelas que percebo que o treino não pode ser apenas uma folha de papel. Cada série "na posição" é a chance de eu falar tête-à-tête com o meu corpo, e ver quem está no comando. Às vezes, ganha ele; às vezes, ganho eu.
Quem sabe chegará o dia em que "na posição" seja a minha posição natural, espontânea. Na natação, na bike, na corrida, no pilates. Na vida.
Assim. Explico.
A gente precisa lembrar de ficar "na posição" na vida no dia-a-dia tb, né?
Não dá pra amolecer o braço na natação, atirá-lo lá pra frente como se não fosse teu; não dá para soltar o core no pedal, despediçar sua força; não dá para arrastar os pés na corrida, desistindo de toda a coxa à disposição.
Também não dá para rasgar a "série" que a vida o cotidiano nos apresenta (eu já tentei, mas a próxima série tende a ficar mais dura). A gente pode dar um tempo, ligar a TV pra não pensar em nada, dar uma volta na quadra, dançar até sujar a meia no carpete da sala ou ir dormir. Mas no dia seguinte...
"Na posição!"
"Te organiza e vai".
Treinos, triatlo, pilates e seja lá mais o que for 'aparentemente' apenas físico: tudo isso às vezes tem sentidos assim, meio viajandões pra mim.
Mas é só às vezes, eu juro.

26 agosto 2008

Platéia

Tem uma árvore grande na calçada em frente ao prédio onde moro. Seus galhos avançam tanto para o meio da rua quanto em direção às janelas da sala e do quarto. Gosto dela pertinho. É que, por exemplo, por causa dela posso escutá-los, os passarinhos. Nem aí para a platéia que ainda dorme o sono do inverno, cantam muito por volta das quatro e meia da manhã em diante. Acho que já os ouço há alguns dias, mas só na última madrugada é que tomei consciência, meio dormindo. E eu acho que sorri sem abrir os olhos ou me desgrudar do sono.

Esqueça a temperatura ou o calendário; o canto deles anuncia que outra estação está a caminho.
Depois, vêm as manhãs menos frias, os dias com tardes infinitas, as noites cheirosas, os vestidinhos leves, o pé no chão, o cabelo molhado espalhado nas costas nuas, enfim. Tudo de bom.

Na real, o imediato próximo passo é a piscina do clube encher de gente. rsrssr
A maioria das pessoas acha que natação não é pro inverno. Não adianta dizer que ali, a piscina, é seguramente o local mais quentinho do mundo quando os termômetros despencam. Se não é, vai ficar assim que vc começa a se mexer.
Acredite!
Mas é verdade: o inverno testa nossa fé - nossa, que frase mais "O tempo e o vento", né?
Na primavera, acreditar fica bem mais fácil. Em qualquer coisa - nossa, que frase mais, sei lá, auto-ajuda..

***

Leitor escolhe autores, certo? Certo. Há os preferidos, os que perseguimos, os que devoramos, os que respeitamos.
O contrário também acontece.
Quem escreve escolhe leitores também. Tem uns que não interessam; outros pelos quais se luta, se quer. É meio cruel e até repelente escrever isso num blog, mas é verdade. Nada pessoal, é apenas humano, eu acho.
Quem escreve quer ser lido, mas não serve qualquer platéia.
Não adianta o elogio do leitor que não se quer, não se respeita como tal. Sempre escrevemos para alguém - não um alguém com nome e endereço, mas um "tipo" de alguém.
Elogios de quem não interessa têm cor pastel. E críticas nesse caso são quase elogios - mas eu acho que isso acontece em todas as atividades, não?
Por isso, tem elogio e/ou crítica que vão valer/pesar mais - os do leitor que realmente se quer.
Dá pra se medir a qualidade de um texto pelo perfil do leitor que ele atrai.
Talvez não seja a medida mais justa, mas é a mais intensa e recompensadora.
Ou melhor: quem escreve redescobre seu próprio texto a partir do olhar do leitor que ele atraiu.

Mas também é verdade que não há nada de errado em uma pacata vida em tons pastéis entre escritor e leitor - se assim o escritor quiser. O Mario Quintana que disse uma vez, numa crônica cujo nome não lembro, "não acordem o leitor". Ele se referia a não surpreender, não sacudir o leitor com alguma palavra, frase, idéia... Porque dava trabalho: é preciso se responsabilizar por ele até o final do texto.

Pra mim, por exemplo, deu um trabalhão terminar este. Fui inventar de (tentar) te sacudir... Tô fora de forma.
Fase, fase...

tá quase na hora de os passarinhos começarem aqui na janela...

22 agosto 2008

Claro que não

Não, não, não
eu sei que eu não deveria, mas...

esse Usain Bolt não é um chato? Que mala...

Não, não, não
eu sei que eu não deveria, mas...

handebol na olimpíada???

Não, não, não... (bem, já deu para entender...)
a choramingação do Diego Hypólito não deixou tudo muito pior???

***

O arrepio de novo. Aquele arrepio. Com a Maurren Maggi. E não foi porque ela é brasileira. Não foi.
O esporte não é a coisa mais linda que existe?
Pena que tem que treinar...
uauauauauuau.

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Sabe qual é o problema da propaganda política? A breguice.
Como é que deixam passar, hein?

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Pra brincar aqui. Eu fiquei daquele jeito ali na foto.


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Não, não, não, eu sei que não deveria, mas... É machista, mas...

A guria se senta ao lado d'Ela.
Sempre se viram por ali, mas nunca se falaram ou foram apresentadas oficialmente. Há, digamos, uma cumplicidade feminina. Só. E basta. Ela permanece impassível, fumando seu cigarro, não olha para o lado, sabe que vem uma pergunta.
A guria olha pra Ela, olha pra frente, olha pra baixo, pras mãos pousadas sobre as pernas. Tem uma falsa apreensão. Ela fica impassível. Não é amável. Ela não é receptiva, nem está ali para confortar ninguém. No copo a sua frente, tem um martini. Xôxo já. "Vencido" como sua maquiagem, que tenta esconder os anos...
O nervoso da guria é mais pela busca da coragem pra fazer a pergunta do que pela resposta. A resposta a guria conhece. Intui. Mulher é intuição. Sempre.
A pergunta: "Os homens que dizem me amar até hoje, pra esses homens, eu não dei. Coincidência?"
A resposta d'Ela: "Claro que não".

Bem juntinhas

Bem juntinhas
eu e a Búio