24 abril 2011

Preencha a lacuna corretamente

Gosto das histórias de montanhistas. São quase sempre intrigantes. Pena que só conhecemos essas histórias quando alguma coisa dá errado, e as boas histórias ficam sempre com um final trágico.

No início do ano teve uma história dessas. A do Bernardo Collares Arantes, alpinista carioca de 46 anos que caiu quando escalava o Fitz Roy, na Patagônia argentina. Ele teria quebrado a bacia e tinha hemorragia interna. A única chance de sobrevivência era sua amiga, que escalava o pico com ele, ir buscar ajuda. E a história dela é ainda melhor: ela DEIXA o amigo pra trás, sob nevasca, desce sem saco de dormir, porque ficou com ele, vai descendo SOB NEVASCA (eu repito), passando as noites entre as fendas do cume, na neve, até que atravessa a geleira cheia de buracos. Bom, ela consegue: pede ajuda mas todos concluem que é tarde demais. Não tinha como chegar ao local devido ao mau tempo, e o Bernardo está lá até hoje.

Isso aconteceu em janeiro eu acho, mas lembrei do fato agora porque, enquanto pesquisava um outro assunto, vi num site que, em algum momento da vida, o Bernardo escreveu aquilo ali que está na imagem. Isso:

"As montanhas são uma espécie de reino mágico onde, por meio de algum encantamento, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo."

Aí, eu me dei conta de que eu queria dizer, sentir, escrever (escrever é mais forte do que dizer, por isso ele escreveu) essa frase. E eu me dei conta de que todos nós podemos fazer isso. Basta trocar o início.

"As (ou Os ou A ou O) ................ são uma espécie de reino mágico onde, por meio de algum encantamento, eu me sinto a pessoa mais feliz do mundo."

Como você preenche essa lacuna? Com o que? Mas tem de ser no alvo. A resposta certa, qual é pra vc? Mas seja sincero, definitivo, intenso, como o Bernardo foi. Não é a coisa colocada ali que vai dar força a essa frase, é a verdade do coração.

22 março 2011

Comer Rezar Amar

Amiga da criadora (foi a Rejane quem me selecionou no meu primeiro emprego... trabalhamos anos juntas... e, bem mais tarde, foi quem me deu trabalho qdo decidi sair desse emprego!), acompanho o Mesa de Cinema desde, bem dizer, seu nascimento. Uma ideia que agrada pela originalidade e pela overdose de prazeres: vê-se um (bom) filme, conversa-se sobre ele (ou seja, "pensa-se") e depois come-se tudo. Explico: fã de gastronomia e de cinema, a Rejane criou um evento que junta essas duas coisas. (teve gente que copiou por aí, mais uma prova de como a ideia é boa.) Um chef sempre é convidado para fazer um jantar inspirado no filme. Além disso, coquetel, apresentações e mesmo, digamos, a cenografia do lugar (das mesas à música) tb se inspiram no filme. Passam as horas e a gente nem percebe! Bom, o Mesa cresceu - como verá quem visitar seu site -, mas de tempos em tempos eu ajudo em alguma coisa, sempre quando a demanda é por texto. Então, fiquei feliz ao colaborar mais uma vez, em função do próximo, dia 25 agora, em Caxias do Sul, sobre o filme Comer, Rezar, Amar.
Parêntese: gostei bem gostado desse filme, o que ajudou muito na hora de ter ideias para compor a revista-cardápio que a gente fez. Tem uma cena desse filme, logo no início, que pra mim já valeu o ingresso quando fui assistir. E, foda-se: adoro a Julia Roberts. Fecha parêntese.
Então, a revista que a gente fez tá prontinha e vai circular no evento, entre os convidados. O que quero destacar aqui é o texto de três mulheres que colaboraram com a revista. Uma, que é "chef", escreveu sobre Comer. Outra, que é prof de yoga, escreveu sobre Rezar. E, por fim, uma psicóloga (que tem uma visão diferenciada da psicologia) escreveu sobre Amar.
Seguem os textos:

> A Roberta Horn Gomes, do Lorita Fusion Cuisine, escreveu sobre COMER:

Comer, Rezar, Amar em si é a busca da interiorização. Comer é preencher-se, dar-se, apreender. Voltar-se pra dentro exige tempo livre, "o tempo de fazer nada". É preciso tempo, dedicação. A comida: um elo com o mundo externo. Se a apreciamos, pelo menos parte de um mundo faz sentido... Comida saborosa: um passo a mais: me identifico com o mundo e quero estar nele! Comida saborosa não vem sem boa companhia. No filme, o alimento mesmo é a mesa farta de trocas, afetos, encontros.
O silêncio traz espaço para novas possibilidades, novos sabores. É preciso não copiar, é preciso se ouvir. O silenciar é o rezar no filme. Alguém que não silencia é cheio de ícones, vozes, uma comida excessivamente temperada e, por que não?, enjoativa. Por fim Amar, motivo grande. Por ele nos alimentamos, silenciamos e torcemos: que venha um prato bom! Um primo piato, um segundo, sempre bom, surpreendente.

> A Alexandra Furtado, da Casa do Yogin, escreveu sobre REZAR:

A Índia foi o segundo destino da viagem de Elizabeth Gilbert, onde por quatro meses ela se refugiou em um ashram (comunidade voltada à prática do yoga e à evolução espiritual).
A experiência de Liz foi encantadora, pois ela precisou se despir de muitos conceitos para conseguir vencer um de seus desafios: meditar. Meditar envolve prática, hora e lugar. Estes elementos ela já tinha, mas precisava remover da sua mente aquilo que mais a impedia no exercício da meditação: os pensamentos.
Normalmente não percebemos o quanto a nossa mente é turbulenta e barulhenta. Somente quando buscamos aquietar a mente é que conseguimos perceber toda a sua agitação. Gosto muito da metáfora da canoa. Imaginemos que estamos vendo uma canoa num rio, mudando de lugar a cada novo olhar, parecendo que é outra canoa que está ali. Mas a canoa é a mesma, o que faz achar que a canoa mudou de lugar é a perspectiva do meu olhar. Porém, quem está dentro da canoa percebe a mudança, experimenta o novo, ou seja, o movimento da canoa. É diferente o olhar de quem está dentro da canoa e o de quem está fora dela. Assim é a meditação. Desapegando-se dos próprios pensamentos, se obtém um estado mais refinado de consciência sobre si e sobre a realidade.
Segundo Swami Sivananda, "a mente é comparável a um jardim: assim como você pode cultivar boas flores e frutos num jardim, arando e adubando a terra, removendo as ervas daninhas e espinheiros e regando as árvores e as plantas, da mesma forma você pode cultivar a flor da devoção no jardim da sua mente, retirando as impurezas dela, a luxúria, o rancor, a cobiça, a ilusão, o orgulho etc, regando-as com pensamentos divinos”.


> E a Angelita Scardua, do angelitascardua.wordpress.com, escreveu sobre AMAR:

Para amar, precisamos dos mesmos recursos que usamos para comer: a vontade e algo/alguém que corresponda ao nosso desejo, pelo menos se quisermos fazê-lo com prazer. Não é possível comer com prazer algo cujo paladar não nos apetece. Assim também é com o amor, para amarmos com prazer precisamos encontrar alguém que queiramos desejar. Parece óbvio não? E é! Mas, se é tão claro, por que nos sentimos tantas vezes insatisfeitos com a comida e infelizes no amor? Porque nem sempre sabemos exatamente qual é a comida ou o amor que realmente desejamos. Para amar, é preciso descobrir-se!
Quem não se conhece não sabe identificar o próprio desejo, não sabe reconhecê-lo. Há quem acredite que o amor tem um cardápio, antecipado por flores e jantares românticos, e que, ao final, se degusta com meles e açúcares.
Quem pensa assim age como um cozinheiro que segue a receita famosa por acreditar que o segredo do bolo é a fórmula e não o coração. O bom cozinheiro, ao contrário, sabe que o ponto de cozimento da massa depende não apenas do forno, mas também do paladar de quem comerá. Com o amor, é similar. O enamorado que faz questão de pagar todas as contas talvez não seja interessante às expectativas de quem quer independência; o praticante do Kama Sutra pode parecer bizarro para quem só quer aconchego sob o edredom…
Para descobrir-se, é preciso amar! É a experiência que nos ensina quem somos. Numa refeição ou nos afetos, conhecemos novos gostos e desgostos, aprendemos como agradar aos sentidos. O bom amante, afinal, é como o bom comensal, ele conhece suas predileções, mas prova novos temperos se lhe parecerem adequados ao apetite. Que tipo de amor e de amante você quer? Se não souber a resposta, corre o risco de pedir o prato errado ou de se enfastiar dos sabores já vividos.

12 março 2011

Roubos (7)

Esse vídeo não é novo. Demorei a me dar conta de que era um Roubos! E um Roubos que, de certa forma, fala justamente sobre Roubos!

http://www.youtube.com/watch?v=g6tgH2dWx5c&feature=youtu.be&a


Por que roubar? Aqui.

02 março 2011

Roubos (6) - "especial"

Não fosse o criminoso atropelamento de ciclistas aqui em Porto Alegre talvez esse Roubos nem existisse. Esse Roubos veio do livro do antropólogo Roberto DaMatta, que li em função de um trabalho e agora parece ter mais relevância do que nunca.
Chama-se Fé em Deus e Pé na Tábua - Ou como e por que o trânsito enlouquece no Brasil (Editora Rocco). A expressão do título se refere ao fato de que vigoraria, no trânsito (ou no espaço externo a nossa casa), uma ideia de que é preciso uma certa proteção divina. Como as pessoas não confiam nas regras ou não confiam que as pessoas vão segui-las, o negócio é acelerar e seja o que deus quiser.
Na real, o DaMatta diz que o problema central é transferir para o outro a responsabilidade que é nossa... E q tb tem a ver com a ideia de que seguir as regras é coisa de babaca, bobo, pouco esperto. É evidente que, se todo mundo pensar que a regra não é para si e sim para o outro, nunca a regra vai funcionar. Então, lá embaixo, estão algumas das considerações do DaMatta sobre o jeitinho de pensar do brasileiro em geral.

***

Ontem, eu fui à manifestação de repúdio à violência explícita do caso do criminoso atropelamento dos ciclistas. Fui por várias razões, mas nenhuma tem a ver com senhor que causou o atropelamento. Não caminhei duas horas pelas ruas da Cidade Baixa e do Centro, até a prefeitura, contra alguém em especial. Mas a favor de uma ideia mais ampla. Não acredito numa cidade que só pensa em carros. Ponto. Mudar isso não é fácil, e a gente precisa começar de algum jeito. Talvez caminhando, como ontem, em meio a milhares, recebendo apoio de tantos outros que se limitaram a assistir (acenar, aplaudir...) das janelas dos apartamentos, das calçadas, do parapeito dos viadutos.

Talvez eu tenha ido porque li DaMatta, e entendi o quanto é urgente a gente se dar conta de que o brasileiro não é o outro. Sou eu tb. Como ele disse (não no livro, mas na palestra que assisti), vivemos um momento especial: a sociedade está descruzando os braços. Descolando a bunda da cadeira. Talvez sobrem mais gritos do que conquistas efetivas, mas ainda assim vale mais a pena do que não tentar. Tá ficando feio não tentar, entende? Bonito é tentar.

E ainda sobre o atropelamento... fiquei pensando no fato de que todo e qualquer ato social - do mais amoroso ao mais violento - representa a sociedade inteira. Uma coisa não existe se ela não está antes no imaginário coletivo. Tipo.. inconsciente coletivo, sabe? É como se cada um de nós carregasse um tantinho daquele estranho sr.atropelador. É duro pensar assim, mas é. Daí, eu espero que todas as boas energias da caminhada de ontem tenham de alguma forma anulado as más vibrações do atropelamento.
Tudo o que se desejou de bom ontem tb está em cada um de nós.
Zero a zero. Bola no centro. Vamu pro jogo de novo. A gente sempre pode recomeçar melhor do que antes.

***
Enfim, o Roubo da vez:
O QUE DIZ DAMATTA no livro Fé em Deus e Pé na Tábua - Ou como e por que o trânsito enlouquece no Brasil (Editora Rocco):

"Nossa principal contribuição é tentar democratizar a rua, fazendo com que ela, tanto quanto a casa, seja submetida a um código igualitário - ponto capital de toda sociedade republicana, liberal e democrática."

"Qualquer legislação está destinada ao fracasso caso a sociedade que a recebe dela necessite ou esteja preparada para suas inevitáveis implicações disciplinadoras."

"... pode-se sugerir que o tão propalado processo de modernização tem como centro um diálogo (áspero, violento, nervoso ou tranquilo) entre costumes ou padrões de conduta, como diziam meus professores de antropologia - regras inscritas no coração, como diziam Rousseau -, e leis escritas, ou seja, normas consciente e explicitamente feitas como remédio, receita ou resposta para certas situações e práticas sociais."

"... temos problemas com estilos nos quais os laços sociais (ou as situações) estejam fundados na horizontalidade, cuja expressão mais clara é a igualdade de todos perante uns aos outros ou a alguma coisa."

"A sociedade, com seus costumes, culpa - numa dialética autorreferenciada que previne a mudança - o Estado e o governo pelo que ela, obviamente, também não quer fazer."

"Mesmo com o fim da escravidão, persiste essa aguda consciência de lugar e de posicionamento social. Quem se pensa como sendo socialmente inferior sente-se, em certos lugares, como um transgressor. O terror de ouvir 'isso não é lugar para gente de sua laia, raça ou posição social!' corresponde à conjunção moderna de ter o direito de ir aonde quiser mas, não obstante, continuar preso a posições socialmente vistas como subordinadas."

"Na base dessas recorrentes expectativas de superioridade social que implicam um movimento irresistível de rebaixamento dos outros e que permanecem fiéis a uma imagem hierarquizada da sociedade, estão congelados séculos de desigualdade - não apenas como uma consequência (ou resultado) da exploração econômica e política planejada, mas, sobretudo, como um modo de ordenar o mundo que ainda não foi devidamente criticado ou até mesmo percebido em suas implicações sociopolíticas."


"Nossa tese é a de que é preciso ter em mente o encontro que a modernidade e a democracia promovem entre hierarquia e igualdade para se entender o estilo pelo qual nós, brasileiros, construímos nosso espaço público e nele trafegamos."

"Tudo se passa como se, no Brasil, não tivéssemos feito a necessária transição entre obedecer a pessoas e à lei, o que configura coisas muito diversas. "

"... quem está no topo ou no fundo não precisa seguir normas, como é típico de sociedades aristocráticas, onde canalhas, celebridades e nobres (que vivem desafiando o sistema e seguem - ou tentam seguir - regras próprias) têm algo em comum: o notável desdém pelo que só os inferiores ou subordinados devem obedecer."

"Tamanho, força, poder, preço, beleza, limpeza, conservação - tudo enfim que, no Brasil, se traduz como 'aparência' determina um istema no qual o condutor do veículo tem um lugar central no trânsito e o pedestre, um lugar secundário e inferior."

"O fato concreto é que o trânsito põe a nu nossas receitas herárquicas e sua inaplicabilidade no mundo moderno."

"Tal constatação nos leva a um reiterada e inevitável discussão daquilo que, para nós, é certamente a maior contradição da vida moderna brasileira. O encontro complicado, que já chamei de dilema, de espaço público construído como igualitário, mas sobre o qual condutores de veículos e pedestres atual com expectativas hierárquicas. Um palco desenhado para cidadãos que, entretanto, nele atuam como aristocratas."

"Observamos que o uso do verbo 'respeitar', aplicado a sinais, pessoas, pedestres e outros veículos no trânsito, revela o lado indeciso de uma sociedade que se recusa a encarar a igualdade como um princípio central da democracia e como o único valor capaz de ordenar certas situações da sociedade moderna."

"Entre a visão popular, segundo a qual obedecer é um sinal de inferioridade, e a visão aristocrática ou de elite, para quem o desobedecer é uma rotina que define os superiores e mandões, reside a indecisão e a impunidade como valores fundamentais do sistema."


Por que roubar? Explicação aqui.

29 janeiro 2011

Roubos (5)

Às vezes, umas perguntas surgem lááááá no fundo. No núcleo. No meio do caroço. No meio da semente. No recheio. Lá, bem dentro da gente. Um lugar tão doido, tão doido que é por isso que fica lá, bem no fundo. Um lugar que se comporta geologicamente. Ora como um vulcão (de tempos em tempos, entra em atividade), ora como placas tectônicas (e sabe-se lá que tsunami vem daí...), ora como... sei lá.
Daí surgem as perguntas. Ou a pergunta. Às vezes, é uma só. E ela fica lá, pairando no ar, pendurada no teu varal mental. Ou guardadinha numa gaveta do inconsciente. Vc não sabe, mas está sendo movido por essa pergunta. Parece que a pergunta surgiu sem importância, vc se distraiu um pouco com ela e deixou pra lá. Vc não consegue associar de imediato que seus movimentos estão, no fundo, a serviço da busca por aquela resposta. Vc quer a resposta. A pergunta tem uma, sabe que tem uma. Elas, a pergunta e a resposta, se viram lá no fundão, lá no meio do caroço, se conhecem, viviam lá, mas se desencontraram na erupção. Emergiu só a pergunta. O fundão sabe que elas podem se achar novamente. Por isso, você não esquece a pergunta, e lembra dela quando (re)conhece a resposta.
Quanto tempo leva para a resposta (re)nascer?


***

O roubo do título deste post está aqui, ó, do livro OSHO - Meditação, a primeira e a última liberdade. (Obrigada, Mangla!):

"Aprenda a fundir corpo, mente e alma. Descubra maneiras de funcionar como um todo, por inteiro. Isso costuma acontecer com quem corre. (...) os corredores muitas vezes têm uma vivência muito forte de meditação. E se surpreendem, porque não era isso o que estavam procurando - quem pensaria que um corredor iria ter uma experiência divina? Mas acontece. Vc já correu por esporte? Gostava de correr de manhã bem cedo, quando o ar fresco e puro, quando o mundo inteiro desperta de uma noite de sono para um novo dia? Vc estava correndo e o seu corpo funcionava harmoniosamente, o ar estava fresco, o mundo renascia, vc se sentia tão vivo... Chega um momento em que o corredor desaparece e só a corrida permanece. O corpo, a mente e a alma começam a funcionar juntos e, de repente, ocorre um orgasmo interior.
Alguns corredores já tiveram acidentalmente a sensação dessa quarta dimensão, turiya. Pensam que foi só por causa da corrida que o momento lhes pareceu tão belo (...)
(...) Nunca se torne um especialista em corridas. Continue sendo um amador para não perder a capacidade de se manter alerta. Se, em algum momento, vc achar que a corrida se tornou automática, pare de correr e experimente nadar. Quando a natação se tornar automática, experimente a dança. O importante é lembrar que o movimento é apenas um pretexto para criar a percepção. Enquanto estiver criando percepção, o movimento será bom. Caso contrário, não terá mais utilidade. Passe para outro tipo de movimento em que seja preciso permanecer alerta. Nunca deixe que uma atividade se torne automática."

Por que roubar? Explico aqui.

Bem juntinhas

Bem juntinhas
eu e a Búio